terça-feira, 31 de outubro de 2017

Músicos de Bremen - continuação da história

“ (…)Desde esse dia, os ladrões nunca mais se arriscaram a entrar na casa, o que foi ótimo para os quatro músicos de Bremen, que nela se instalaram, vivendo tão regaladamente que nunca mais quiseram sair.
E quem por último a contou, ainda a boca não lhe esfriou.”


Mas a história não acaba aqui!
Nós ajudamos os irmãos Grimm a continuar esta aventura…


Mas passado um tempo, fartaram-se de viver ali e puseram-se ao caminho. Continuaram a andar até que encontraram um urso que, com um pau, estava a mexer numa colmeia a tentar tirar mel. O burro aproximou-se e perguntou-lhe:
- Queres juntar-te a nós?
- Para quê? – Perguntou o urso com olhar resmungão.
- Ficas como maestro na nossa banda.
- Ok – respondeu o urso.
E lá foram eles pelos campos, chuvas e tempestades. Finalmente, chegaram a Bremen, onde havia tanta gente que nem sabiam onde se haviam de meter.
Foram, então, à Casa da Música onde pediram à segurança Raposa:
- Podemos falar com o coordenador Cavalo?
- Agora não, porque ele está muito ocupado! – Respondeu a Raposa.
Mas eles esperaram e esperaram, até que finalmente ele saiu do gabinete. Nesse instante, eles perguntaram-lhe:
- Acha que podemos entrar para a Casa da Música e formar uma banda?
- Não! – Respondeu o Cavalo, indo-se embora.
Eles ficaram desiludidos, mas o Burro, que é um animal pouco esperto, teve uma ideia inteligente.
- Vamos formar a nossa própria banda de música.
Passado um ano, eram a melhor banda da cidade.
 Tiago Correia e Diogo Sousa.




  

No dia seguinte mudaram de ideias e pensaram em tentar voltar para suas casas. Quando chegaram, os donos perceberam que os tinham tratado um pouco mal e pediram desculpa. Passados alguns dias, juntaram-se numa floresta e fizeram a sua própria banda, à qual chamaram “Os quatro amigos”.
A banda tinha muito sucesso e o nome da banda também ajudava a terem mais sucesso. Os quatro amigos, a partir daí, ficaram ainda mais amigos e os donos ficaram mais contentes com os seus animais.

Simão e Sérgio





Os quatro músicos sentiram-se tão bem naquela casa que nunca mais quiseram de lá sair. Até que um dia se lembraram do seu antigo sonho e resolveram fazer-se à estrada.
Passado algum tempo, chegaram a Bremen onde procuraram a banda da cidade. Fizeram as audições, mas não passaram, por isso decidiram criar a sua própria banda. Tiveram tanto sucesso que viajaram pelo mundo todo. Mas depois de um determinado concerto deram conta que afinal estavam na terra onde lhes tinha surgido esse sonho.
Como já tinham saudades foram, cada um, procurar a sua casa onde estavam os últimos vestígios dos seus donos já mortos e decidiram continuar a sua carreira naquela terra.
Mariana, Carolina e Letícia




Passado algum tempo, decidiram construir uma banda que se chamava “Bucogalo” e essa banda teve muito sucesso.
Os ladrões foram presos, a banda deles foi evoluindo e cada vez mais arranjaram mais colegas para a sua banda e foram felizes para sempre.
Janice e Taísa




Decidiram então fazer daquela casa uma Casa de Música. Quando formaram a Casa, decidiram espalhar por todo o lado a notícia que teria aberto uma Casa de Música em Munique.
Passado algum tempo, tiveram muito sucesso e aquela casa foi reconhecida em todo o mundo.
Tomé, Guilherme e Luís


  
O burro, como já estava velhinho, decidiu voltar para casa. Pegou no seu i-phone e pesquisou no Google Maps a sua velha quinta. Seguiu o trajeto e quando chegou a Vouzela deu conta que a sua quinta estava reduzida a cinzas e o dono estava nos cuidados intensivos do hospital de Viseu. Alugou, então, um carro no Rent-a-car e seguiu para Bremen.
Lá, encontrou os amigos falidos e decidiu ensinar-lhes técnicas de Metal que aprendeu no Youtube. O cão tocava guitarra – uma Epiphone, o gato tocava órgão, o galo era rapper e o burro metalofone. Depressa se tornaram num grupo viral na Net: gostos no Instagram, likes no Twitter, snaps no Snapchat, stories no Facebook, mensagens no Whatsapp e adoros no Musica.ly. Apareciam em todas as capas de revistas – Caras, Visão e Lux, no Jornal M e no telejornal, entrevistas exclusivas, etc.
Entretanto, o burro sofre um AVC e morre. O resto do grupo passa a viver na casa da avó do gato, uma solteirona com 30 gatos e passaram a dar mais valor ao tricô!
Mafalda, Matilde e Francisca


  
Passado algum tempo, saíram da casa dos ladrões e decidiram voltar para casa dos seus donos. Quando lá chegaram, os donos ficaram muito admirados e zangados ao mesmo tempo. Só que, como estavam muito felizes por vê-los, nem pensaram em ficar zangados, pois tinham muitas saudades deles.
A dona do galo não o matou, a dona do gato não o afogou, o dono do cão não o matou e o dono do burro não se livrou dele.

Tatiana, Eva e Fernanda



Eles criaram a sua própria banda em que se chamavam "Os Grimm". O burro era o alaúde, o gato xilofone, o cão timbale, o galo era o cantor. Certo dia, encontraram-se com os ladrões e interrogaram-nos:
- Querem fazer parte da nossa banda?
- Sim, queremos.
Daí em diante, os ladrões faziam teatro enquanto os animais cantavam, assim as pessoas entretinham-se. Praticavam todas as manhãs. A banda foi crescendo muito e ganharam muito dinheiro. Assim, foram fazendo os seus próprios materiais com a sua empresa.
Mas houve um dia em que tiveram de acabar com a banda por causa da idade.
Leandro, Tiago Lopes e Rui

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Entrevistas pensadas e realizadas por nós

TIAGO ESTEVES, enfermeiro além-fronteiras
Muito boa tarde, o meu nome é Matilde Costa Esteves, sou aluna da Escola Básica Ferreira Lapa, do sexto ano, da turma D. Hoje, no âmbito da disciplina de Português, vou entrevistar o Enfermeiro Tiago Esteves.
Tiago Davide Pereira Esteves, nasceu a 10 de novembro de 1983 em S. Martinho de Orgens em Viseu. Licenciado pela Escola Superior de Saúde de Viseu, encontra-se neste momento a exercer a sua profissão na Suíça, em Lausanne.
- Boa tarde Sr.Tiago, como está? Pronto para a entrevista?
-Boa tarde, Matilde. Pronto e ansioso para ouvir o que tem para me perguntar! Veremos se lhe posso ser útil e se a posso ajudar, por isso…Prontíssimo!
- Como apareceu a Enfermagem na sua vida? O que queria ser quando era mais novo?
-Olhe, a Enfermagem surge assim meio por acaso. Quando era mais novo queria ser o “Senhor do lixo”, bombeiro, astronauta como qualquer criança da minha idade naquela altura. Depois com a idade queria ser jogador de futebol, músico…sei lá, tanta coisa! Depois, na universidade passei pelas Línguas, Desporto, pela Química e acabo na enfermagem, um pouco para fazer a vontade da minha mãe e como vê…ainda ando por cá!
- Não sendo uma primeira opção, sente-se realizado? É feliz com a sua profissão?
-Sou muito feliz…acredito que nada acontece por acaso e que se calhar já queria ser enfermeiro e não sabia! Não foi a primeira opção, porque nunca a tinha posto sequer como opção, foi mais isso, porque a enfermagem cativou-me quase desde o primeiro contacto com a realidade, penso que terá sido no meu primeiro estágio, num lar de idosos. Foi aí que senti aquele “click”, afinal é isto quero fazer “quando for grande” (deve estar a pensar então mas já não era grande? Sim, mas nem sempre sabe o que se quer fazer da vida com 17/18 anos).
- Fale-me um pouco daquilo que faz…o que mais gosta e o que menos gosta?
-Ui, isso dava para umas largas horas de conversa e não sei se tem tempo para isso… Fazemos um pouco de tudo num hospital, num Centro de Saúde, num Lar…mas se tivesse que resumir diria que cuidamos de pessoas. Acho que é isso que faço no meu dia-a-dia, cuido de pessoas. Fazemos a promoção da saúde, prevenção de doenças… administramos tratamentos médicos, fazemos pensos, damos vacinas que as crianças adoram! (risos) Depois há todo um trabalho no acompanhamento dos doentes e das suas famílias, para que possam recuperar as suas capacidades. Assim resumidamente: o que mais gosto é de trabalhar com pessoas e o que menos gosto é da mesma coisa. Eu explico: é que trabalhar com pessoas traz-nos coisas muito boas, mas quando as coisas não correm bem, temos de saber lidar com o reverso da medalha, com a dor, com a frustração … Por isso fazemos parte de uma equipa multidisciplinar com médicos, outros enfermeiros, auxiliares e outros técnicos de saúde o que nos permite falar e expor sentimentos e vivências de forma a compensar os nossos momentos menos bons no trabalho.
- Pelo que me diz, parece-me muito importante o trabalho em equipa, gosta disso … ou prefere, em certas situações, trabalhar sozinho?
-Gosto muito, mas como dizia antes, trabalhar com pessoas tem aspectos positivos e negativos… falar sobre isso dar-nos-ia “pano para mangas”… Mas sim, é muito importante trabalhar em equipa na minha área, uma equipa muito vasta, cada um com o seu papel, com as suas funções. Somos uma peça de engrenagem numa máquina com mais umas outras tantas dentro para que se possa fazer um bom trabalho. Trabalhar sozinho, apenas com o doente é também muito importante para se criar empatia com ele e depois claro como em qualquer profissão…também precisamos de momentos só para nós…de calma, de silêncio.
- O Sr. Tiago está na Suíça, quando ainda estudava já lhe passava pela cabeça sair do país?
Penso que quando era mais novo, sim… até porque sou filho de emigrantes, mas a determinada altura não. Quando se é feliz no nosso país, ninguém pensa em sair…eu também não sou excepção. Aconteceu…também assim meio por acaso mas, profissionalmente, tem sido uma experiência muito boa e enriquecedora em todos os aspectos, já pessoalmente…
-Presumo que tenha sido uma mudança radical, quais os aspectos positivos e negativos da mesma?
-Se foi! Ir para um país diferente é sempre uma mudança radical… a língua (neste caso o francês, embora já o falasse não o praticava regularmente), outra cultura, outros costumes… outra cidade, outras pessoas… tudo novo! Depois a parte logística, encontrar casa, começar um trabalho novo… Uma mudança RADICALÍSSIMA!
-Os aspectos positivos, a experiência de conhecer um país novo, melhores condições de trabalho, etc. Aspectos negativos são o mais fácil… a distância, as saudades de casa, dos familiares… depois a comida, o clima, a integração a uma nova cultura, mas a isto acabamos por nos adaptar com o tempo, as saudades é que não… essas apenas aumentam com o tempo, o mesmo que nos ajuda na adaptação… é um processo inverso.
- Pretende voltar?
-Ia já amanha! Quando aparecer a oportunidade volto de certeza, tudo o que me faz feliz está em Portugal. Tudo, por isso volto sem hesitar. Arranja-me emprego? Estou a brincar!
- Consegue apontar as diferenças entre trabalhar em Portugal e na Suíça?
-Na enfermagem, no cuidar de pessoas, não encontro muitas… o objectivo é o mesmo e as formas de lá chegar também, nas técnicas também não encontro muitas. A maior diferença serão as pessoas, na Suíça há pessoas de muitas nacionalidades que falam outras línguas, de outras culturas e isso é diferente daqui. Lausanne é uma cidade mais cosmopolita que Viseu o que nos obriga a uma quase adaptação diária no trato das pessoas. Depois, no geral, diria que são as condições de trabalho e financeiras que nos são oferecidas, essa será mesmo a principal diferença.
- E trabalhar com pessoas de outros países, como é? Fácil, difícil? 
-Ao princípio pode parecer difícil, outras línguas, outras formas de estar, de pensar mas depois com o tempo, aprende-se muito desta mescla de culturas.
-Por exemplo, é muito interessante estar a fazer tarde no trabalho com um colega congolês, outro italiano, um outro canadiano e ainda um espanhol… imagina as conversas que isto pode dar? Só coisas boas podem vir desta mistura, aprendemos a gostar do país uns dos outros, ficamos com amigos em cada parte do globo e temos onde ficar alojados se quisermos viajar! Mas falando de trabalho, aprende-se muito porque cada um aprendeu a fazer de forma diferente e isso expande o nosso conhecimento.
- Que mensagem gostaria de deixar aqueles que pensam em ir além – fronteiras?
-Olhe, o conselho que posso deixar é que, pela experiência, vale a pena viver num país diferente do nosso: abre-nos horizontes e faz com que aprendamos coisas novas todos os dias. Depois que emigrar tem de ser algo ponderado e muito bem estudado, porque a princípio não é nada fácil, o período de adaptação, que exige sacrifícios e que não é fácil, mas que apesar de tudo vale a pena. Mas não há nada melhor que o nosso cantinho ”à beira-mar plantado” e que é aqui que somos felizes! Somos Portugueses, para quê mudar?!
- Muito obrigado pela atenção dispensada. Foi muito interessante esta conversa pois permitiu-me conhecer um pouco mais da sua profissão e também conhecer mais um português que leva o nosso país e a portugalidade por esse mundo fora.



Entrevista
Carlos Alberto Cabral de Sousa, nasceu em Portugal, em 16 de novembro de 1970, numa aldeia de Penalva do Castelo. É casado, tem duas filhas e mora em Serrazela, Sátão.


Carolina - Qual é o seu sonho de criança?
O meu sonho era ter uma Rulote de Cachorros.
Quando era criança, que profissão gostava de ser em adulto?
Ser piloto de aviões, andar por cima das nuvens.  
 Com que brincava em criança?
Brincava com um pau e fingia que era uma mota, aos cowboys e índios com os meus colegas. Nas tardes livres no outono eu e os meus colegas íamos apanhar míscaros para a professora. Quando fazia os trabalhos de casa à noite tinha de ser à luz do candeeiro a petróleo, porque não havia luz elétrica na minha aldeia.
Até que ano de escolaridade frequentou?
Eu frequentei até ao 11º ano de dia, e acabei o 12º ano de noite, já depois de casado e a trabalhar.
Já emigrou?
Nunca emigrei e nunca tive ideias de sair de meu país.
Qual é a sua profissão neste momento?
Eu trabalho numa fábrica de cerâmica e sou modelador.
Como surgiu a ideia de fazer peças de cerâmica em casa?
Foi porque na empresa onde eu trabalho não conseguíamos fazer um copo de cerâmica nas máquinas. E foi aí que perguntei a um colega se havia outras maneiras de fazer cerâmica e aprendi que se podia fazer cerâmica manualmente. Passados algum tempo alguém me perguntou se conseguia fazer um míscaro e consegui fazer vários tipos de míscaros e outros tipos de peças.
Muito obrigada pelo seu tempo.

De nada.